Inserção Social

Muitos aspectos do grupo cumprem papel importante para a sociedade como elencados abaixo.

Em 2020, assinamos as seguintes cartas abertas: 


Parent in Science

 O Movimento Parents in Science organizou petição à CAPES para que informações sobre licença maternidade e paternidade de docentes e estudantes sejam coletadas e consideradas nas avaliações dos Programas de Pós-graduação. 


Manifestação à CAPES sobre inclusão de informações relativas à maternidade na Plataforma Sucupira

 

 

Prezada Presidente da CAPES, Dra. Cláudia Mansani Queda de Toledo

Prezados(as) coordenadores(as) de área


Vimos, através desta carta, iniciar o diálogo com esta agência a respeito de solicitações do Movimento Parent in Science, e de todos e todas que assinam esta carta, relacionadas à inclusão das informações referentes à licença-maternidade na Plataforma Sucupira e os desdobramentos necessários a partir desta inclusão em termos de regramentos da agência. Esta solicitação reforça as orientações constantes no documento criado pelo Grupo de Trabalho “Equidade de Gênero” da CAPES, instituído pela Portaria No 221, de 27 de setembro de 2018.


Nosso movimento vem desde 2017 trabalhando a questão da desigualdade de gênero na ciência, trazendo para o centro da discussão a maternidade. Realizamos um levantamento em 2018, mostrando que há um impacto direto da maternidade na carreira científica das mulheres, muitas vezes refletindo em uma queda de produtividade nos anos seguintes ao nascimento dos filhos. Neste contexto, mulheres que se tornaram mães acabam tendo sua competitividade prejudicada por um período longo, impactando sua ascensão na carreira e até mesmo provocando seu abandono da ciência. No que tange especificamente às docentes de cursos de pós-graduação, esta queda da produtividade impacta diretamente nos processos de credenciamento e recredenciamento em programas de pós-graduação.


Além disso, nosso sistema de pós-graduação ainda falha em garantir às discentes o direito da licença-maternidade, muitas vezes embasando tal negativa no impacto que prorrogações nos prazos de defesa têm na avaliação dos cursos.


Desta forma, acreditamos que é fundamental que a Plataforma Sucupira tenha um espaço específico para informações relacionadas à licença-maternidade ou adotante de discentes e docentes, tal como implementado na Plataforma Lattes em 2021. A implementação deste campo terá desdobramentos em relação ao processo de avaliação dos cursos de pós-graduação, como especificados abaixo:


1. Propõe-se que a coordenação do programa possa i) solicitar a suspensão temporária da participação na avaliação quadrienal da produção científica de docente que esteve em licença-maternidade ou adotante no quadriênio anterior ou ii) ampliar a janela de avalição em 2 anos para cada filho nascido ou adotado durante o quadriênio, buscando compensar o impacto da maternidade em sua produtividade.

2. Inclusão no documento de área dos cursos de pós-graduação a necessidade de desconsiderar a docente/discente que esteve em licença-maternidade ou adotante na contabilização dos indicadores, caso a coordenação do Programa solicite, e explicitar neste documento que as prorrogações de prazos de defesa em função da licença-maternidade não devem ser consideradas no cálculo do tempo médio de titulação de discentes do curso.


Acreditamos que estas medidas são centrais para uma mudança significativa e urgente em relação ao ingresso, permanência e progressão das mulheres na carreira acadêmica.


Estamos à disposição para qualquer esclarecimento que se faça necessário.


Certa da atenção de todos, despeço-me com votos de que sigamos todos juntos na construção de uma ciência diversa e de verdadeira excelência.


Att,



Fernanda Staniscuaski

Coordenadora do Movimento Parent in Science.